Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, foi transferida nesta terça-feira (20) para a Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, de onde fugiu em agosto de 2025. Apontada pela Polícia Civil como uma das lideranças do Comando Vermelho no norte de Mato Grosso, ela acumula condenações superiores a 260 anos de prisão. 

A transferência ocorreu após sua captura em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, em 22 de setembro deste ano. Desde o retorno ao Brasil, Angeliquinha estava custodiada no Estabelecimento Penal Feminino Carlos Alberto Jonas Giordano, em Corumbá, em Mato Grosso do Sul, enquanto aguardava o encaminhamento ao sistema penitenciário mato-grossense. 

A operação de transporte e escolta mobilizou equipes da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco), da Gerência Estadual de Polinter e Capturas (Gepol), com apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer). 

Por determinação da 5ª Vara Criminal de Sinop, a presa foi incluída no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) pelo prazo inicial de 180 dias. A permanência nesse regime poderá ser prorrogada mediante nova decisão judicial fundamentada. 

Segundo as informações da investigação apresentadas no caso, Angeliquinha teria atuação especialmente em Alta Floresta e em outros municípios do extremo norte de Mato Grosso. Ela é investigada por suspeitas de envolvimento com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e coordenação de atividades da organização criminosa.

A inclusão no RDD foi determinada no âmbito de uma representação da Polícia Civil relacionada à Operação Showdown. Os elementos apresentados à Justiça apontam a suspeita de que ela tenha continuado a exercer funções de liderança durante o período em que permaneceu foragida no exterior. Essas suspeitas integram a investigação e devem ser distinguidas dos crimes pelos quais ela já foi condenada.